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Desta vez, o juro (e não o dólar) é o bicho-papão

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25.08.2026

Desta vez, o juro (e não o dólar) é o bicho-papão

Sabe-se que o dólar assusta qualquer um, até mesmo o político mais esbanjador do Congresso Nacional. Esse termômetro exerceu sua função, no final de 2024, mas também em outros momentos da nossa história. Desta vez, com o dólar relativamente controlado em razão do quadro externo, o juro alto assume a carapuça de bicho-papão.

Após as eleições de outubro, inicia-se o processo de transição. A realidade das contas públicas é delicada, mas o quadro é melhor do que a visão média defendida pelo mercado financeiro.

Contudo, ao governo não cabe brigar com a realidade percebida por quem financia a dívida pública. É preciso entregar um ajuste fiscal com três características: sólido, rápido (do ponto de vista do anúncio e aprovação) e espalhado num horizonte de médio prazo.

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Sólido significa relevante, isto é, capaz de gerar superávits condizentes com o objetivo já expresso na Constituição e na Lei Complementar nº 200/2023 de estabilização da relação dívida/PIB. Rápido significa aprovado no Congresso no início do próximo ano, após discussão e formulação em novembro e dezembro de 2026. Espalhado no médio prazo significa que não se esgota e, simultaneamente, não pode ser pequeno no primeiro ano. Importa mais a trajetória, desde que carimbada na lei (e não apenas contemplada nas intenções).

Josué Pellegrini e eu temos defendido, desde setembro de 2024 (ver artigo publicado na Ilustríssima, da Folha de S.Paulo, em 28 de setembro de 2024), e em artigos subsequentes, neste espaço e na minha coluna quinzenal no Estadão, um ajuste nesses moldes. Propusemos mudanças em:........

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