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Crise de imagem arrasta STF para a eleição e dá gás à oposição a Lula

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23.02.2026

Crise de imagem arrasta STF para a eleição e dá gás à oposição a Lula

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A crise de imagem que dragou o Supremo Tribunal Federal (STF) nas últimas duas semanas inseriu um novo ingrediente no panorama da eleição deste ano e tende a inflar o discurso da oposição, seja no campo da disputa presidencial, seja em relação aos estados.

A avaliação é de publicitários e marqueteiros que estão em campo levantando dados para as mais diversas candidaturas Brasil afora e foram ouvidos pela coluna.

A investigação do banco Master arrastou inicialmente dois nomes da corte para o debate público sobre a conduta de ministros: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

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O primeiro era relator do caso, mas acabou deixando o posto depois de a Polícia Federal entregar ao presidente do STF material encontrado em aparelhos de Vorcaro que mencionavam negócios com Toffoli. O episódio foi revelado pelo UOL.

O segundo passou a ser alvo de questionamentos na imprensa após o jornal O Globo revelar que sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato com o banco de Daniel Vorcaro.

O problema é que, depois, toda a corte acabou exposta pelo vazamento de trechos do que teria sido debatido durante a reunião secreta que selou a saída de Toffoli da relatoria do caso Master. O material foi publicado pelo site "Poder 360" e deixava evidente que a corte optou por uma saída política e corporativista ao analisar os achados da Polícia Federal.

"A segurança, neste momento, deixa de ser o grande tema da eleição, e a sensação de desequilíbrio institucional entra em cena como um componente importante do debate. Na cabeça das pessoas, independentemente do lado ideológico, a ideia de que o Judiciário está disfuncional ganha corpo —e isso, obviamente, pesa sempre mais contra quem está no poder, contra quem é visto como o establishment, ou seja, Lula", diz o publicitário Paulo Vasconcelos.

Para Vasconcelos, a pregação antissistema, que marcou a eleição de 2018, vencida por Jair Bolsonaro, ganha novo impulso, e a ideia de que o combate à corrupção passa por uma espécie de reforma geral do Estado passa a ser um componente eleitoral.

A direita, que já vinha priorizando a eleição de senadores com o mote de, desta forma, viabilizar o impeachment de integrantes do Supremo, passa a ter um caso palpável para explorar nos palanques estaduais. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência que melhor performa contra Lula e que já é um crítico contumaz da corte, também.

A percepção de que o Supremo passou a ser uma vidraça, e não mais uma vitrine, também chegou às mãos do governo Lula. Em entrevista ao UOL, por exemplo, o presidente, questionado sobre a discussão de uma reforma do STF, disse não ser, a princípio, contra o debate de qualquer tema. "Já ali fica evidente a tentativa de tomar equidistância", analisa Vasconcelos.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Crise? São criminosos travestidos de juizes. Banco Master, contratos milionários, interferencia na politica e muito mais.

João Waldemar Elias Filho

Crise de imagem é f o d a !!! São l a d r õ e s  de alta periculosidade mesmo!!!!

Marcos Cardoso Martins

O  Lu lo pe tis mo  chafurdou a Nova República na imundície da corrupção, nada escapou, nem mesmo o judiciário. Quando o Lu lo pe tis mo parecia ser finalmente rechaçado pelo sociedade o judiciário o fez ressurgir da cadeia. 

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