Histórias de uma máquina de escrever
Um bom psicólogo não teria dificuldade em explicar o fascínio, partilhado por gerações de escritores, por certos objetos ligados ao ofício. Para começar, como não podia deixar de ser, as canetas – e não apenas as de aparo ou tinta permanente, mesmo canetas vulgares podem ter o seu encanto –; os pesa-papéis (e não pisa-papéis, como costumam aparecer descritos), aquelas bolas de vidro que servem acima de tudo para olharmos para elas e nelas perdermos o olhar; e, por último, as máquinas de escrever de todo o tipo.
O norte-americano Paul Auster escreveu um pequeno livro sobre a sua, História da Minha Máquina de Escrever, que as geniais imagens de Sam Messer transformam num pequeno objeto de arte que não me canso de folhear. «Tive vários carros, vários frigoríficos e ocupei vários apartamentos e residências», recordava o autor. «Gastei dezenas de pares de sapatos,........
