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Adeus, Marcelo

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04.01.2026

Se soubesse o que sabe hoje, talvez Marcelo Rebelo de Sousa não se tivesse candidatado ao segundo mandato em Belém. Agora, o Presidente da República entra no seu pôr-do-sol com alguma placidez popular mas sem poder político efetivo. Os primeiros balanços que farão da sua Presidência serão menos justos que os mais tardios. Aliás, tal sucedeu com todos os Presidentes da democracia.

O desdém institucional com que o primeiro-ministro Luís Montenegro trata Marcelo é um ajuste de contas, só sustentável pela assincronia entre quem está ainda na entrada e quem já está de saída. Mais simbólica é a forma como praticamente todos os candidatos a suceder-lhe na Presidência se demarcaram dele, chegando a definir-se como opostos de Marcelo, criando o lugar-comum de que não serão comentadores de atualidades nem artistas de variedades.

O segundo mandato de Marcelo foi de declínio: quer por ser desestabilizador, quer por não lograr ser estabilizador, ele........

© Sapo