Hackers, IA, engenharia inversa e patches de segurança
Por André Baptista (*)
Os patches de segurança têm sido apresentados como uma fonte de tranquilidade e embora a criação de um patch seja um reconhecimento tácito de uma fragilidade de segurança que precisava de ser corrigida, assumia-se que, enquanto medida preventiva, permitia às organizações reforçarem as suas defesas.
Contudo, essa suposição confortável está agora a ser posta à prova, uma vez que os hackers estão a usar a Inteligência Artificial (IA) para reverter a engenharia dos patches de segurança e, assim, explorarem as próprias vulnerabilidades que o patch pretende proteger.
Esta reversão não é, tecnicamente, uma novidade, uma vez que investigadores e atacantes de segurança ofensiva têm comparado desde há longa data as versões de software corrigidas e não corrigidas, para estudarem o que mudou e como foi corrigida a vulnerabilidade.
O problema é que os agentes maliciosos também recorreram à mesma técnica para compreender e explorar a vulnerabilidade subjacente que exigia um patch.
O que mudou,........
