Um facto consumado. A principal pergunta continua sem resposta: porquê?
O acordo está assinado. É um facto consumado.
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Cinquenta e dois anos depois, a gestão do Hospital de São João da Madeira regressa à Santa Casa da Misericórdia. A cerimónia contou com a presença do primeiro-ministro e da ministra da Saúde, num momento carregado de “simbolismo” político.
Mas, terminada a cerimónia, permanece a pergunta que nunca obteve resposta: porquê?
Por que razão era necessário retirar o Hospital de São João da Madeira da gestão integrada da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga? Que problema concreto apresentava este modelo? Que necessidade justificava esta alteração? Em que medida ficam os utentes melhor servidos? Em que é que esta decisão reforça o Serviço Nacional de Saúde? E por que razão o Governo nunca procurou uma solução de cooperação com a Santa Casa da Misericórdia que preservasse a organização do SNS e, simultaneamente, valorizasse o papel inegável daquela instituição no setor social e na prestação de cuidados de saúde? Até hoje, o Governo nunca respondeu.
E essa ausência de resposta é tanto mais preocupante quanto o Hospital de São João da Madeira não era um hospital em crise, nem........
