Uma luz que nunca se apaga
Foi tudo muito rápido e entretanto já passaram 40 anos: desde maio de 1983, quando os The Smiths se estrearam com o single Hand in Glove, até 16 de junho de 1986, dia do lançamento do seu terceiro álbum — The Queen is Dead —, decorreram três curtos anos, e bastaria mais um para a banda anunciar o fim, em setembro de 1987. Em três anos e meio, os The Smiths lançaram uma torrente de singles, quatro álbuns de originais e três compilações. O suficiente para fazer da dupla Morrissey/Marr a única parceria a lembrar a de Lennon/McCartney: na vitalidade artística, na conceção de uma identidade singular e, crucial, na natureza fusional da relação criativa.
Por estes dias, The Queen is Dead celebrou quatro décadas. Num dos poucos aspetos em que Morrissey, Marr, Rourke e Joyce concordavam, este não será o melhor álbum da banda — esse título cabe ao último disco, o já póstumo........
