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O federalismo na UE não é um salto quântico (a montanha vai parir um rato)

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22.01.2026

O aventureirismo de Trump agora rosna ao pescoço da Gronelândia; ou seja, morde os calcanhares da Dinamarca; ou seja, importuna a União Europeia. O que me traz a este texto não são as cambiantes geopolíticas e mais uma afirmação do “direito” da força como sucedâneo do direito internacional. São as suas ramificações na existência da UE e em que medida a movimentação das placas tectónicas internacionais pode redesenhar a Europa.

Sem pedir ajuda a um oráculo, especialidade vedada ao cientista social, o espírito inquisitivo pede-me para sondar as possibilidades de acordo com o que especialistas e não especialistas têm descrito sobre o assunto. Importa entender a reação de certos sectores perante a possibilidade, que não é do domínio do onírico, de Trump açambarcar a Gronelândia. Preconiza-se que a UE deve dar um passo em frente, removendo o preconceito que impede o futuro federal. Para o propósito deste artigo de opinião, é indiferente que alguns apenas admitam o federalismo como reação à ameaça externa sobre a integridade territorial da Gronelândia e que outros aproveitem para cavalgar na oportunidade oferecida pela conjuntura, insistindo na visão federal da UE.

Para começar, é importante reconhecer que não há federalismo, mas sim federalismos de diversa natureza, tantas as diferenças entre eles. As obras seminais sobre federalismo(s) identificam a emergência da ameaça externa como um........

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