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“Nunca precisei de um artista para nada”

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saturday

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.

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Durante as eleições de 2018, li no Facebook de uma conhecida uma publicação que dizia: “Nunca precisei de um artista para nada”. Além de todas as conotações políticas estúpidas do momento, a frase me chocou. Como assim? Essa pessoa nunca havia admirado um quadro? Não tinha se emocionado com uma música, com um livro? Havia ficado imune ao poder de uma boa peça de teatro? Não escolheu um filme preferido na infância ou na adolescência para ver várias vezes sem um motivo específico? Não admirou uma fotografia ou saboreou um prato inigualável?

Respondendo a essa pessoa que acha que “nunca precisou de um artista para nada”, eu diria que a função mais básica da arte, entre muitas outras, é fazer com que a gente saia do nosso mundo e veja a vida de uma maneira mais ampla e criativa, encontre emoções que não sabíamos que........

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