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Mais almas ternas para um mundo violento

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02.03.2026

À noite, antes de embarcar na viagem solitária de Morfeu, dou comigo a pensar em coisas simples: um abraço que encaixe sem esforço, um piscar de olhos cúmplice no meio da multidão de estranhos, um telefonema — não a mensagem escrita, asséptica, sem ruído nem emoção — a meio do dia, só para mandar um mimo; uns ovos mexidos partilhados no piquenique improvisado.

Penso nas almas carinhosas que nos dão a mão a caminho do mundo. Dar a mão, imagino eu, talvez........

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