Europa lucra com Israel, tem NAZA nos cinemas e dia 27, se Deus quiser, Bibi perde
1. Há dias, na TV israelita, o colono e ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir apresentou a sua solução para o problema dos nativos. No meio da gritaria habitual, um dos apresentadores estava a falar de como será difícil tirá-los de Israel.
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APRESENTADOR (apopléctico) — Por que haveria alguém de os receber?
BEN-GVIR — Por dinheiro!! Em troca de dinheiro!
Ao lado, a esposa colona fazia que sim com o turbante.
APRESENTADOR — Por dinheiro?!
BEN-GVIR — Sim. Vai custar-nos muito. Mas ao mesmo tempo poupamos no orçamento da Defesa.
APRESENTADOR — Mas vão dizer que estamos a vender os palestinianos!
E os esposos Ben-Gvir reviravam olhos, cabeças.
A última vez que eu os tinha visto foi quando ela preparou para ele um bolo de aniversário decorado com uma forca. Estão sempre estupendos no papel em que a Europa os tenta conter, como se não representassem parte significativa de Israel e sim uma excrescência. Hérnias diabólicas, digamos. Tal qual Smotrich, outro ministro colono. Ou o diabo-mor, claro, Satanyahu.
Mas ao ver esta cena na TV lembrei-me do Acordo de Associação UE-Israel, que desde 2000 tem sido um tapete vermelho para Telavive, apesar de o Artigo 2 exigir respeito pelos direitos humanos. A UE consolidou-se como a maior parceira comercial de Israel. Um terço do que Israel importa vem da UE: imagine-se o impacto de cortar esse terço.
Os dados Eurostat, porém, mostram que o bolo não abateu desde 2023, até foi arrebitando. Somei o total de importações e exportações dos três últimos anos completos, deu 127,5 mil milhões de euros, com um balanço muito favorável à Europa, que vende quase o dobro a Israel do que lhe compra. A esses 127,5 mil milhões haveria que somar ainda comércio de serviços, ou contratos de empresas israelitas com capitais fora. O número real será bem mais alto.
Mesmo assim, só pelos dados que temos, a UE lucrou dezenas de milhares de........
