Irão: O padrão que ninguém quer ver
Mais uma vez o mundo para com uma nova revolta no Irão. A população sai às ruas, enfrenta a repressão, e de imediato surgem as manchetes: “O regime vai cair!”. Quem acompanha a história recente desta nação reconhece o padrão. A promessa de mudança tornou-se um refrão repetido há quase duas décadas — e sistematicamente desmentido pelos factos.
Desde 2009, que o guião se repete: um gatilho provoca protestos, o Estado reage com violência, os media internacionais amplificam expectativas de mudança — o regime permaneceu intacto.
● 2009 – Movimento Verde: Eleições fraudulentas geraram confrontos, cerca de 70 mortos e centenas de detidos. A narrativa internacional falava em “revolução democrática”. Resultado: o regime permaneceu intacto.
● 2017–2018 – Crise económica: Inflação e desemprego provocaram distúrbios localizados, 25 mortos e milhares de detidos. O mundo via um “levantamento popular contra a teocracia”. Resultado: o regime permaneceu intacto.
● 2019–2020 – Preço dos combustíveis: A subida abrupta do preço da gasolina gerou ataques a infraestruturas, 300 mortos e milhares de detidos. Falou-se em “colapso do regime”. Resultado: o regime permaneceu intacto.
● 2022 – Caso Mahsa Amini: A morte sob custódia policial provocou protestos prolongados, 500 mortos e milhares de detidos. Chamaram-lhe........
