Os salários de Montenegro, o Excel e a armadilha mental
No sábado, Luís Montenegro utilizou uma velha regra de prudência quando se fazem previsões. Ao apontar objectivos para a evolução dos salários falou de montantes, mas não se comprometeu com datas.
Para o salário mínimo, o primeiro-ministro disse que é realista vê-lo nos 1600 euros por mês (no próximo mês será actualizado para 920 euros). E para o salário médio falou de “2500, 2800 ou 3000 euros” (o valor actual da remuneração bruta total mensal média por trabalhador é de 1.700 euros).
É muito? É pouco? Depende do tempo que levarmos a chegar lá. Para já, a data é indefinida, o que torna mais fácil o exercício de previsões. Teremos que esperar mais um tempo para ter esse calendário, a acreditar no que disse Montenegro: “É mesmo realista, é mesmo realista, não tenha dúvidas nenhumas. Vamos calendarizá-lo, quando tivermos os alicerces para isso”.
Ainda assim, não demorou até choverem críticas. A CGTP falou de “um acto desesperado” e “um insulto” aos 2,5 milhões de trabalhadores com........





















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