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O Irão e o Ocidente

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12.01.2026

Já podemos contar em semanas a insurreição popular contra o regime islâmico do Irão. Em todo o território, envolvendo todas as classes sociais e grupos etários, a contestação explícita ao regime xiita desencadeou a resposta violenta do costume. É verdade que este é o quinto movimento de revolta interna no Irão desde 2011. Todos os anteriores terminaram numa onda de repressão levada a cabo pelo aparelho de terror do regime, sufocando todas as esperanças de mudança. Desta vez, porém, talvez seja diferente.

Ao contrário dos momentos anteriores, que, em geral, também foram despertados por crises económicas e financeiras, abundantes num país empobrecido pela revolução xiita, o Irão encontra-se hoje numa situação mais precária do que até há pouco tempo. O seu império de opressão xiita tem caído como peças de dominó. A decapitação do Hezbollah e do Hamas pelas forças israelitas; a queda de Bashar Assad na Síria, o seu íntimo aliado, e que permitira a colonização comandada pelo Irão do norte do seu território; a debilidade crescente do financiamento e operacionalização das milícias xiitas no Iraque, que têm controlado o país, colocando-o numa situação de dependência desde que os americanos tiveram a ideia genial de permitir a hegemonia sectária do xiismo no Iraque, chamando-lhe “democracia”; a degradação do poder de ameaça dos Hutis no Yemen; os ataques impunes de Israel e EUA às defesas anti-aéreas da República Islâmica e ao seu........

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