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Serviço de Urgência Amadora-Sintra: Paredes e Gestão

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24.09.2026

Após tomar conhecimento das declarações da Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Amadora-Sintra (ULSASI) ao Observador, manifesto a minha surpresa perante várias das afirmações proferidas. Como profissional que serve esta Instituição há 30 anos — que considero a minha “casa” — sinto o dever cívico e profissional de partilhar uma análise factual sobre a realidade que vivemos. Move-me apenas o desejo de continuarmos a construir uma ULS de excelência.

Importa recordar que o anterior Conselho de Administração, do qual fiz parte como Enfermeira Diretora, exerceu funções durante apenas nove meses. Num contexto de exigência extrema e perante problemas estruturais crónicos, essa gestão alcançou, através do diálogo e da proximidade, resultados “cirúrgicos” que desbloquearam o funcionamento da instituição:

Reorganização do Serviço de Cirurgia Geral, que se encontrava desestruturado, sem chefia médica, sem cirurgiões e sob risco iminente de encerramento;

Nomeação de um Diretor para o Serviço de Urgência (proveniente do exterior), sob indicação do então Adjunto da Direção Clínica — que é o atual Diretor Clínico;

Reabertura de 80 camas de internamento e de salas de Bloco Operatório que se encontravam paradas por falta de recursos humanos;

Aumento da capacidade de Hospitalização Domiciliária;

Consolidação da reestruturação física da Urgência Geral, com a total separação de circuitos na Área Ambulatória entre utentes urgentes e não urgentes;

Abertura do Hospital de Sintra.

A recondução........

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