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A Inteligência Artificial: Gates, Huang e a Amália

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10.09.2026

1 Porque é a IA diferente das anteriores inovações?

O progresso baseia-se sempre em inovações tecnológicas as quais sempre suscitam uma amálgama de sentimentos contraditórios, desde o entusiasmo e admiração ao receio e à condenação não sendo a IA exceção. Na verdade, basta lembrar as dúvidas suscitadas ao surgir o caminho de ferro pois receava-se que o ser humano não aguentasse as velocidades então atingidas de mais de 50Km/h e que também seria causa de distúrbios sociais o que justificou a sua condenação pelo Papa Gregório XVI ,autor da famosa frase  “chemin de fer, chemin de l´enfer”. Todavia, com o tempo, as suas potencialidades vão sendo descobertas e as objeções vão desaparecendo, tal como aconteceu com o sucessor do Papa referido, Pio IX que até lançou os caminhos de ferro no Vaticano!

E é aqui que surge a primeira diferença fundamental no caso da IA:o tempo da sua disseminação. Com efeito, as inovações anteriores exigiam tempo para serem aplicadas tal como aconteceu com a ferrovia que exigiu um século para que se construíssem as infra-estruturas necessárias ou o telefone de Bell que só após mais de cinco décadas começou a ser divulgado.

Bill Gates recorda na sua oportuna e controversa carta recentemente divulgada que os PCs que lançou na Microsoft só se divulgaram após mais de 20 anos mas os smartphones já tinham mudado o Mundo após 5 ou 6 anos desde o primeiro I-Phone o que confirma que o “time to market” está a reduzir-se velozmente. Ora no caso da IA, exste tempo foi inferior a 1 ano o que siginfica que a adaptação exigida a cada um de nós, das empresas, das escolas, dos laboratórios, dos serviços públicos e dos Governos tem de ser também muito rápida.

Também importa referir que outra faceta inédita da IA é a sua imprevisibilidade pois continua a fornecer resultados surpreendentes o que é confirmado por inquéritos realizados em 2011 a especialistas muito qualificados sobre o ano em que poderíamos ter sistemas do tipo OpenAI obttendo-se resposta em torno de 2050 (!) (Baum, et al, 2011,in  Technological........

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