Dos cobardes não reza (e não rezará) a História
A acção política pode ter objectivos – e um horizonte de futuro com ambições longo prazo.
Mas a acção política pode também reger-se apenas pelo cálculo político da navegação à vista.
Aquilo que aconteceu nestas eleições à candidatura de Marques Mendes traduz bem o impasse a que o calculismo de Luís Montenegro conduziu o PSD e nosso centro-direita tradicionais.
Desde que Montenegro chegou primeiro à liderança do partido e depois à chefia do Governo que se percebeu que aquilo que o movia não era um impulso reformista. Nem verdadeiramente uma visão para o país.
Montenegro quis substituir António Costa governando à António Costa, isto é, estando sempre mais preocupado em não arriscar políticas impopulares de forma a nunca comprometer as suas hipóteses eleitorais num calendário que não controlava porque nunca teve maioria para controlar. Antes não fazer nada do que perder as próximas eleições.
Montenegro não chegou ao Governo como Sá Carneiro, que encarnava um projecto de transformação do país (e do regime, que ainda estava sob tutela militar), e por isso nunca imaginou sequer que fizesse sentido, e fosse percebido pelo eleitorado, uma meta tão ambiciosa como “um maioria, um governo, um presidente”. Esse pedido que Sá Carneiro dirigiu aos portugueses........
