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O Presidente e os entendimentos

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É verdade que comparados com França, Espanha ou Brasil vivemos num país politicamente moderado. Ainda conseguimos conversar com pessoas que não pensam da mesma maneira que nós – exceção feita talvez em redes sociais como o X – e estamos muitíssimo longe do ambiente de radicalização e zanga que vemos noutros países. Mas se as lideranças políticas continuarem a ser incapazes de resolver problemas que todos identificam como graves e urgentes, corremos o risco de cair, também nós, nessa radicalização. E, desse ponto de vista, os apelos sucessivos do Presidente, e agora repetidos no 5 de Outubro, fazem todo o sentido. O problema é que soam um pouco aos desejos de paz no mundo.

Temos dois problemas graves e urgentes, além, obviamente, da necessidade de fazer crescer mais e melhor a economia e não esconder a cabeça na areia em matéria de sustentabilidade do Estado Social. Graves e urgentes, a exigirem acção com resultados a curto prazo, são os problemas da Habitação e da Saúde. Num como noutro caso é muito difícil ao cidadão comum entender porque não se é mais pragmático e colaborativo na procura de soluções.

Continuamos a ver, num e noutro caso, os dois partidos, PS e PSD, embrulhados em discussões sobre quem é mais amigo dos pobrezinhos, quem defende melhor o SNS ou quem está com o........

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