menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

As linhas vermelhas acabaram com o Bloco. E com o Chega?

28 0
15.07.2026

Umarells. É este o nome que os italianos dão aos velhotes que param a olhar para as obras, e como eu me sinto neste assunto. Não sou parte interessada, só vim ver a bola, o Chega não me basta nem mais nem menos do que o PSD, e a minha direita está bem a leste dos partidos da Assembleia.

Ainda assim, assisti, como toda a gente, à ferida que esta expressão – “linhas vermelhas” – abriu na direita. Ainda me lembro de aparecer, em 2020, um hoje impensável Movimento 5.7, que pariu um livro onde escreveu uma multidão mais vasta que os filhos de Jacob, gente de vários partidos, ideias de “federar as direitas”, e o diabo (tomara a nós que o diabo fosse tão inocente) a sete.

Pouco depois, saíam manifestos nos jornais, os barulhentos acusavam os silenciosos, os silenciosos protestavam contra os inquisidores, a conivência com o Chega era horrorosa para uns, a ingenuidade e o conluio com a esquerda intoleráveis para outros, e num ápice, por causa desta simples expressão – linhas vermelhas, devia-se ou não adoptar linhas vermelhas com o Chega – a tal federação esfarinhou-se antes de nascer.

Note-se bem a força da discussão. Não se trata apenas de uma divisão entre quem........

© Observador