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China vence Transição em 2025: o que nos espera em 2026?

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13.12.2025

Acabamos um ano surpreendente com duas notícias altamente reveladoras: a primeira é o recorde que a China vai quebrar em 2025 — um superavit comercial com o resto do mundo que supera o $1Bilião. Atualmente, para além de (ainda) alguma tecnologia, petróleo e minerais e turismo, já não se percebe bem o que é que a China quer, ou precisa, de comprar ao resto do mundo.

A segunda é a publicação da nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, onde é referido que as políticas europeias levarão ao seu “esquecimento civilizacional” e onde os EUA parecem procurar uma mudança de regime (!).

Para a Europa, a máxima de que “se não jogas o jogo, não fazes as regras” parece premonitória. Como escrevi num artigo anterior, o mundo precisa da Europa, mas a Europa teima em não aparecer.

2025 foi por isso um ano de extremos. A China consolida a sua liderança de forma mais ou menos imperturbável, os EUA renegam tudo o que os fez grandes e a Europa regula a desregulação, tal Constantinopla, alegadamente a discutir o sexo dos anjos aquando da invasão otomana.

Esta descrição da situação político-económica tem um paralelo direto com as políticas de transição energética durante 2025. Dado o facto de as alterações climáticas serem um dos grandes problemas com que teremos de lidar agora e durante as próximas décadas, este paralelismo não é surpreendente.

Comecemos por analisar as boas notícias de 2025. Primeiro, os investimentos em energias renováveis – à escala mundial – têm crescido muito substancialmente. Estes investimentos duplicaram em três anos (para cerca de €2Billiões, 2% do PIB mundial) e já são também o dobro dos investimentos feitos em combustíveis fosseis. Esta dinâmica traz uma perspetiva de inevitabilidade à transição, o que é muito positivo.

Em segundo, a China submeteu este ano a revisão dos seus compromissos em termos de emissões líquidas de gases de efeito de estufa. Embora pouco precisas, este compromisso assume, pela primeira vez, emissões numa trajetória descendente já em 2035. Este dado é relevante, já que a China é, de longe, o maior poluidor mundial. O que a China faz, é por........

© Observador