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Uma primeira volta decisiva

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A evolução dos últimos meses confirmou que estamos efectivamente perante as eleições presidenciais mais abertas e de resultado mais incerto das últimas décadas. Como é sabido, em cinco décadas de eleições presidenciais democráticas e livres, só por uma vez — em 1986 — foi necessário recorrer a uma segunda volta em Portugal. É muito provável que a segunda vez ocorra em 2026 mas, paradoxalmente, as eleições presidenciais mais abertas de sempre poderão ser também umas eleições presidenciais em que quase tudo ficará decidido na primeira volta.

Olhar para os mercados de apostas que incidem sobre as eleições presidenciais portuguesas fornece algumas pistas razoavelmente objectivas sobre o que está em causa. No momento em que escrevo (30 de Dezembro ao final do dia), Luís Marques Mendes lidera claramente — e por muito larga margem — nas apostas sobre quem será o vencedor final das eleições presidenciais em Portugal [], com cerca de 75% de probabilidade de vencer. Seguem-se, a enorme distância, António José Seguro, João Cotrim Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo (com probabilidades entre os 6% e os 7%) e André Ventura fecha o lote cinco possíveis vencedores com cerca de 4%........

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