Seguro, o chato-mor
Cheguei a ponderar, depois de dez anos a escrever sobre o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, nada dizer sobre o presidente António José Seguro simplesmente porque é difícil escrever sobre nada. Apesar da análise negativa que fiz dos dois mandatos de Marcelo, o ex-presidente era de pensamento rápido e acessível, fruto de uma inteligência superior, e gostava de antecipar cenários políticos. Maquiavélico e astuto, desafiava quem o tentasse antever. Já Seguro é a banalidade em pessoa, alguém sobre quem pouco há a dizer. Acontece que atravessamos um período suficientemente difícil e complicado para que a banalidade não traga riscos porque o caos adora o vazio. Ou seja, esta crónica não é sobre António José Seguro (tal não seria possível), mas acerca dos riscos que o nada representa numa altura em que precisamos de pensamento e de acção. Mais: o desafio de o eleitorado confundir moderação com banalidade quando o que precisamos é mostrar que o contrário é desejável e possível.
Num dos livros mais........
