Quando a confiança dos mais velhos é explorada
A ética (em falta) nas vendas ao balcão
A vulnerabilidade do consumidor não se limita ao mundo digital. Nas lojas físicas, a pressão cara a cara transforma a armadilha num desafio ainda maior, sobretudo para cidadãos mais velhos, mais novos ou menos instruídos, que muitas vezes não sabem como retorquir a um vendedor insistente.
Imagine que entra numa loja de eletrodomésticos para comprar um televisor. Já fez a sua pesquisa, tem um orçamento e sabe o que quer. O vendedor é simpático, parece interessado em ajudar. Até aqui, tudo bem. Depois, quando a decisão está tomada, surge a recomendação: “Para ficar descansado, leve o seguro. São uns euros por mês e cobre tudo: roubo, acidentes, quedas, avarias.” E, para adoçar o negócio, o vendedor usa a retoma do aparelho velho para esconder o custo real: “Com a retoma, fica tudo por 900 euros.” Aos olhos de quem confia, parece um bom negócio.
Acontece que a garantia legal já cobre, durante três anos, qualquer defeito de fabrico ou falta de conformidade. O seguro que está a comprar é, na maioria dos casos, uma duplicação de cobertura. Um exemplo: consumidores que aceitam um seguro de avarias para um televisor estão a pagar por uma proteção que a lei já lhes oferece. E quando tentam ativar o seguro, a realidade é bem diferente.
A DECO tem recebido inúmeras queixas de........
