A proposta que o petróleo ditou
Há um padrão que se repete nas crises de regimes submetidos a pressão económica extrema. A diplomacia surge não como instrumento de estratégia, mas como produto da urgência. O que escrevi neste espaço do Jornal Económico nas últimas semanas, que o objectivo americano era o estrangulamento económico do regime e que a pressão naval era a sua consequência lógica e não o seu ponto de chegada, encontra hoje confirmação nos factos.
A nova proposta iraniana, transmitida pelo Paquistão a Washington, propõe reabrir o estreito de Ormuz e estender o cessar-fogo, remetendo as negociações nucleares para uma fase posterior. A leitura imediata pode parecer........
