Lisboa entre centralidades: o fim de um modelo urbano?
Lisboa está a mudar de modelo urbano, mas o desenvolvimento continua, em muitos casos, a responder ao modelo anterior.
Durante décadas, a cidade organizou-se em torno de um centro dominante, onde se concentravam funções, investimento e dinâmica. Esse modelo foi eficaz, mas hoje revela sinais claros de saturação: pressão sobre o centro histórico, dificuldade de acesso à habitação e uma crescente ineficiência na forma como a cidade se organiza.
A resposta a este contexto não está a ser planeada, está a acontecer.
Lisboa está, de forma progressiva, a estruturar-se como uma cidade policêntrica, com novos polos a ganhar escala, densidade e relevância funcional. Este movimento, amplamente discutido em fóruns como o Salão Imobiliário de Portugal (SIL), não resulta de uma visão teórica. É uma consequência direta das limitações do modelo atual.
O problema é que o desenvolvimento urbano nem sempre está alinhado com esta........
