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Deucalion: o que muda na vida das pessoas sem falar em jargão

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O último Conselho de Ministros aprovou uma resolução que autoriza a realização de despesa até 3,7 milhões de euros para assegurar o funcionamento do supercomputador Deucalion, em Guimarães, até 2029. Este não é um cheque para uma máquina, mas antes uma relevante opção para não desligar o nosso futuro.

Um supercomputador não serve apenas para guardar dados de cientistas ou ajudar a resolver complicadas equações. Mas serve para ganhar tempo e assegurar melhor qualidade de vida. A diferença entre antecipar condições meteorológicas e climáticas que protegem pessoas e património ou contar perdas depois é relevante. A diferença entre testar milhares de hipóteses de um material em horas ou gastar meses em protótipos é relevante. A diferença entre treinar modelos de inteligência artificial que aceleram diagnósticos e decisões ou ficar refém da lentidão é relevante. Para quem? Para todos nós.

Guimarães tem uma vantagem rara neste contexto, porque não precisa de inventar um ecossistema. A proximidade à Universidade do Minho e a cultura industrial do nosso território fazem do Deucalion uma ferramenta com um importante destinatário: as empresas que querem produzir melhor, gastar menos energia, falhar menos e inovar mais depressa. É assim que se cria valor acrescentado, com capacidade instalada, com talento e ligação ao chão das fábricas e dos laboratórios.

Quando o Governo liderado por Luís Montenegro inscreve Guimarães nesta prioridade nacional, reconhece a estratégia que coloquei em marcha e estou determinado a assegurar ao concelho que lidero. Do Berço da Nação ao Berço da Inovação também significa soberania digital. Significa ter aqui, em Guimarães, no Norte, a potência para calcular, simular e decidir, em vez de a comprar sempre fora. Significa mais exportações e significa dar passos concretos para oferecer mais e melhor emprego qualificado.

A forma mais eficaz de explicar um supercomputador, sem jargão, é tratá-lo como uma fábrica de antecipação. Não fabrica peças, mas fabrica cenários confiáveis com rapidez suficiente para afetar decisões no mundo de amanhã de manhã. Esta lógica está alinhada com a visão da Estratégia Digital Nacional, que coloca o digital ao serviço da qualidade de vida, da competitividade e da nossa soberania tecnológica.

Por isso, o futuro tem casa em Azurém, e Guimarães fará o que sempre fez nos momentos decisivos, saberá continuar a trabalhar, a ligar melhor empresas e pessoas, mas sobretudo a provar, mais uma vez, que o futuro também se funda aqui.


© Jornal de Notícias