Preparado, ponderado, presente
Dois meses ainda é muito pouco tempo e, feliz ou infelizmente, ainda haverá muito a fazer, mas a transição, as mudanças introduzidas e as prioridades assumidas já permitem uma primeira avaliação de António José Seguro como presidente da República.
Se um terço dos portugueses não teve dúvidas sobre o melhor dos candidatos entre muitas opções, de todos os quadrantes, e dois terços confiaram que António José Seguro (AJS) era a opção que se impunha para Portugal, o gesto não inédito, mas pleno de significado no dia da eleição comprometeu-o como "presidente de todos os portugueses".
Há um velho adágio de que os políticos são como os melões. Nestas, como em outras responsabilidades, o diapasão mais afinado é o do desempenho. Os portugueses podem, portanto, começar a fazer a avaliação do presidente que escolheram e é muito claro, desde já se percebeu que AJS estava preparado para o cargo. É alguém à altura das responsabilidades e (cor)respondeu acertadamente nos diversos momentos em que teve de intervir, quer na frente externa como interna. Também é verdade que lhe coube em sorte a comemoração dos 50 anos da Constituição, mas não perdeu a oportunidade de renovar a fidelidade à lei fundamental e de recordar que os direitos e os deveres previstos devem ser efetivos. Por sua........
