Amanecerá y veremos
Em muitas casas madeirenses, de Maturín à Calheta ou de Maracaibo ao Funchal, o início de 2026 trouxe o mesmo ritual silencioso: ligar a televisão, confirmar notícias, trocar mensagens curtas e esperar. Esperar por sinais de estabilidade, por palavras de tranquilidade, por um amanhã que traga maiores certezas. Desde o dia 3 de janeiro que milhares de famílias se mantêm expectantes relativamente ao futuro, com apreensão, mas também com esperança e confiança.
A Região Autónoma da Madeira acompanha com especial atenção o desenrolar dos acontecimentos na Venezuela, dada a profunda ligação histórica, social e afetiva que une a estas duas sociedades. Não falamos apenas de laços simbólicos, mas de pessoas concretas, de vidas construídas ao longo de décadas, de património, de negócios e de relações familiares e de amizade.
Os acontecimentos têm evoluído de forma acelerada e são de análise complexa, ao contrário do que fazem crer dezenas de comentadores cujos conhecimentos da Venezuela se limitam a umas pesquisas rápidas nos motores de busca. A Venezuela entrou num outro........
