A Balada do Comandante da Polícia (2.ª Parte – Fim)
Facadas e Fumo dos Ossos trabalhavam no submundo desde miúdos e já tinham percorrido as três províncias do norte do país em serviço. Recebiam instruções, executavam assaltos, entregavam o produto furtado aos cabecilhas e ganhavam à comissão. Normalmente, os líderes destas pequenas máfias, espalhadas por todo o território, eram comandantes distritais da Polícia, mas, nalguns casos, também havia presidentes de autarquias, padres, sobretudo católicos, e empresários de sucesso envolvidos. O esquema funcionava às mil maravilhas e aqueles dois eram considerados os melhores operacionais, conhecidos em toda a região. Volta e meia, passavam uma temporada na cadeia, só para disfarçar, mas, como estavam feitos com as autoridades, deixavam-nos sair à noite para prosseguir o trabalho à vontade.
Tinham ambos 20 anos e estavam outra vez presos por uma questão de aparência, devido a um assalto mal sucedido a uma loja no centro da cidade, engendrado pelo Comandante da Polícia. Ele queria muito um candeeiro que lá havia à venda – ou........
