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Enfermarias improvisadas, direitos fragilizados

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26.07.2026

A pressão extrema vivida no Hospital Dr. Nélio Mendonça, com picos de doentes e com sucessivas “altas problemáticas” a transformarem corredores em enfermarias improvisadas, é mais do que um retrato de sobrelotação. É um alerta ético sobre os limites do sistema, sobre a dignidade humana e sobre a forma como cuidamos ou deixamos de cuidar dos mais frágeis.

As chamadas “altas problemáticas” não são apenas números administrativos. São histórias humanas suspensas entre o hospital e a vida real. São pessoas clinicamente estáveis, mas socialmente desprotegidas. Idosos sem apoio, doentes sem condições em casa, famílias exaustas, redes frágeis ou inexistentes. São vidas que não podem simplesmente “regressar” porque não há para onde regressar com segurança.

Quando estas pessoas permanecem nas urgências por falta de alternativas, o hospital deixa de ser apenas um espaço de........

© JM Madeira