O que cada candidato planeja para a Educação
Li os planos de governo de Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury e analisei o que eles planejam para a educação do País. Se você lesse apenas o resumo das ideias, sem a identificação dos candidatos, poderia até achar que foram escritos pela mesma equipe, pois alfabetizar na idade certa, recompor a aprendizagem perdida, ligar o ensino médio ao trabalho e formar melhor o professor são propostas comuns a todos.
Esse consenso é recente e é uma boa notícia, pois durante décadas o debate educacional brasileiro brigou sobre o que medir. Hoje existe um indicador nacional de alfabetização que sai todo ano, pactuado entre União, estados e municípios, e o último levantamento apontou 66% das crianças alfabetizadas na idade certa. Nenhum dos planos contesta essa métrica, e todos prometem levar o indicador adiante.
A divergência real aparece na pergunta seguinte: como distribuir o dinheiro da educação a partir desses indicadores? O grosso do orçamento, e das propostas dos candidatos, está na educação básica, da creche ao ensino médio. Quatro deles querem que o recurso público siga o resultado, Lula prefere manter a regra atual e expandir a oferta, e Cury não entra no assunto.
Continua depois da publicidade
Se a IA vai transformar a educação, os negócios e o mercado de trabalho, estar preparado deixou de ser diferencial. Prepare-se para liderar essa transformação com o MBA em Inteligência Artificial.
Romeu Zema quer condicionar parte dos repasses a critérios técnicos de gestão escolar, premiar universidades e institutos federais pela empregabilidade dos formados e mexer no Pé de Meia, a poupança que o governo federal deposita para alunos de baixa renda do ensino médio público que se mantêm matriculados e frequentes: o estudante só receberia a parcela final se atingisse uma nota mínima no Enem. Também amplia parcerias com escolas comunitárias, filantrópicas e confessionais e regulamenta o ensino domiciliar.
Renan Santos propõe um ranking oficial de disciplina nas escolas para modular a parcela do Fundeb que já é paga por resultado. O Fundeb é o fundo que reúne impostos de estados e municípios, recebe um complemento da União e financia a educação básica de todo o país, e essa parcela por resultado só chega às redes que melhoram seus indicadores. Escolas mais bem posicionadas no ranking de disciplina receberiam mais.
Lula mantém o arranjo atual, com o Fundeb passando a financiar escolas em tempo integral desde este ano e o Pé de Meia como está, e aposta em ampliar a rede pública: mais creches, escolas integrais e........
