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Carta ao meu amigo Rodrigo Constantino

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Caro Rodrigo,

Conheci você quando tudo isso era mato. Se bem me lembro — lá se vão mais de 20 anos —, a primeira vez que li seu nome foi no saudoso Orkut, numa daquelas comunidades malucas em que debatíamos freneticamente pela internet discada. (Lembra o barulhinho do modem?)

Naquela época, eu estava me reaproximando de Deus. Quer dizer, Ele nunca esteve longe, mas, durante uma longa e tenebrosa noite, que durou muitos anos, imaginei que estivesse.

Quando lia seus artigos, sempre interessantes, porém às vezes equivocados, pensava: “Esse rapaz vai percorrer o mesmo caminho”. E não deu outra. Você voltou para Deus e descobriu que “n’Ele vivemos, nos movemos e somos”.

Agora estou aqui, tanto tempo depois, escrevendo esta carta após ler, com o coração nas mãos, Não Tema a Tempestade, o seu pungente relato de vitória sobre a doença e a morte. Uma imensa legião de amigos, leitores e fãs acompanhou passo a passo as batalhas que você foi travando ao longo desse annus horribilis que foi 2025. Lutamos com você, sofremos com você e, por fim, celebramos com você.

O........

© Gazeta do Povo