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Conservadorismo de fachada: Putin usa cristãos como arma

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thursday

No mês que vem, a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia completará quatro anos. Como todo agressor dissimulado, Vladimir Putin jamais assumiu a guerra como aquilo que ela é: imperialismo armado. Primeiro, empacotou o ataque como “reação” à OTAN — um truque retórico no qual o invasor se descreve como cercado para justificar o cerco que ele próprio impõe.

Depois, fabricou a narrativa “antifascista”, chamando de nazista um governo eleito e um povo que apenas queria escolher seu próprio destino. E, quando essas versões começaram a saturar fora do círculo de sempre, veio a fase mais útil para Moscou: a guerra reembalada como luta existencial pelos “valores conservadores” contra a “ideologia woke”.

É aqui que a propaganda russa se torna mais eficaz. Ela encontrou, no ressentimento de parte da direita ocidental, a porta de entrada para transformar indignação moral em munição geopolítica.

O “conservadorismo” de Putin é um verniz que serve para justificar autoritarismo, messianismo e antiocidentalismo com ares de teologia política. O objetivo não é........

© Gazeta do Povo