A “lavagem cerebral” de Haddad e a empáfia da esquerda
No Dia do Trabalho, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, expôs de forma explícita a visão distorcida que ele, o PT e a esquerda de forma geral têm sobre si mesmos e sobre seus críticos e adversários.
Ao comentar o resultado das últimas pesquisas eleitorais, Haddad não disfarçou o desprezo que eles costumam dedicar a quem não reza pela cartilha do grupo. Ou a quem simplesmente não acredita que Lula deva ser reconduzido ao Planalto nas eleições de outubro.
“É inadmissível o que está se vendo nas pesquisas. O contraste é tão grande que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre esses dois personagens na história do Brasil”, afirmou o ex-ministro, em referência ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL e seu principal adversário no momento, em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
Como se fosse o detentor do monopólio da virtude e estivesse acima do bem e do mal, Haddad tratou quem não apoia Lula como um bando de seres hipossuficientes, incapazes de escolher seus representantes de forma racional e consciente – e não por manipulação ou ignorância. Só faltou ele recorrer à velha máxima de Pelé e dizer que “o brasileiro não sabe votar”.
Hoje, quem está na posição de vidraça é Flávio, mas o adversário poderia ser qualquer outro que o discurso provavelmente seria o mesmo, com as devidas adaptações. Na verdade, a afirmação de Haddad não foi um caso isolado. Ela reflete a velha crença marxista de que eles são os “legítimos” representantes dos trabalhadores e quem não os reconhece como tais é “alienado”, “massa de manobra da burguesia” e “lacaio de patrão”.
Para o ex-ministro e sua turma, parece impossível aceitar que grande parte dos brasileiros esteja........
