Plano econômico de Lula: a rota para um desastre
Após ter governado o país por três vezes, é impressionante a falta de renovação de ideais na área econômica do programa de governo do presidente Lula para um eventual 4º mandato. O programa não traz nada de novo do que foram as suas gestões no passado. Como era esperado, traz novamente protagonismo estatal para a resolução dos problemas econômicos da sociedade brasileira.
A parte mais preocupante do plano é a manutenção do arcabouço fiscal para 2027. Não é novidade para ninguém que a regra fiscal criada pela equipe econômica de Lula não deu certo desde o seu nascimento. Não à toa, vários economistas o apelidaram de “natimorto arcabouço fiscal”.
Não precisa ser nenhum brilhante economista para concluir que uma regra que atrela o aumento do gasto a 70% do incremento da arrecadação, com um piso mínimo de gastos de inflação acrescida de 0,6%, não teria como dar certo. Além de ser uma regra convidativa ao gasto público, o arcabouço fiscal permitiu uma série de exceções para o governo gastar muito além dos limites propostos.
O resultado foi a piora das contas públicas, materializada num déficit nominal acumulado em 12 meses até junho de 2026 de 1,3 trilhão (10% do PIB) e numa dívida pública na casa de 82% do PIB.........
