A guerra dos amadores
No 15º dia da guerra, no último sábado (14/3), Donald Trump pediu socorro a países europeus e à China para reabrir o Estreito de Ormuz. Mostra o amadorismo do presidente americano. Era óbvio que para começar uma guerra com o Irã seria necessário pensar em como neutralizar a arma estratégica do país, o controle do estreito.
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O maior risco global no curto prazo tem nome: Donald Trump. Ele toma decisões por impulso, sem estratégia e sem planejamento. Está cercado por assessores inexperientes, que agem mais com motivações ideológicas ou por impulso, como Pete Hegseth, Secretário de Defesa; e Marco Rubio, Secretário de Estado. Toma decisões sem analisar seus efeitos colaterais, com dados ultrapassados ou parciais e erra muito.
Foi um dado desatualizado que levou ao erro mais grave da guerra: o bombardeio de escola para meninas no Irã, em que morreram 160 crianças. O equívoco se converteu em crime humanitário. A guerra contra o Irã comprova esse quadro de amadorismo. Animado pela facilidade com que sequestrou o ditador venezuelano Nicolás Maduro, atacou o Irã sem motivo defensável, subestimou a reação iraniana e não tinha plano para o estratégico Estreito de Ormuz. O ataque foi objeto de muitas mudanças de rota e declarações tão mentirosas e........
