O laço das ciladas
“(...) isto é loucura, isto é insano. Estou simplesmente ensurdecido pelo silêncio.” ( Bill Gates)
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Sinto o laço das ciladas/nos estreitando o horizonte,/inundando cada instante na trapaça ilusionista./As respostas repentinas/trançadas nessa engrenagem/são memória recolhida/no vasto arsenal da escrita.Inteligência e artifício,/se misturando ao que existe,/vão moldando as aparências /– pura pirotecnia – esculpindo gesto e fala,/caleidoscópio e magia,/a imagem vira feitiço - o irreal se fantasia.
A face dissimulada/da armadilha cobra à vista,/quando a vida vira dívida/multiplicada, vicia /e no lugar dos ofícios/surgem robôs dominantes/sob um comando invisível/que extasiando asfixia.Infâncias se atrofiando,/ante a hipnose das telas:/o fascínio paralisa,/dissipa e devora a História./Não quero o tempo de volta /Busco a chance de um futuro /onde habite o olhar humano/permeando a trajetória.
Poema de Flávia de Queiroz Lima, poeta, compositora, graduada em Sociologia e Política na PUC/RJ, autora dos livros........
