A Câmara de BH já opera sob a lógica de 2026
Com a eleição geral marcada para outubro, a Câmara Municipal de Belo Horizonte já funciona sob a lógica do próximo ciclo eleitoral. A poucos meses da disputa, o calendário das urnas passou a orientar comportamentos, reorganizar alianças e intensificar conflitos internos no Legislativo da capital. Mesmo sem anúncios formais, a corrida de 2026 já influencia a pauta, o ritmo e a dinâmica política da Casa.
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Entre Sávio e Caporezzo, o dilema entre ideologia e pragmatismo no PL-MG Marília Campos e o impasse que freia o PT para 2026 Nordeste impõe limite à ambição nacional de ZemaUm número expressivo de vereadores trabalha hoje com a hipótese, tratada mais como plano do que como especulação, de deixar a Câmara para disputar vagas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Juliano Lopes (Podemos), Flávia Borja (DC), Wanderley Porto (PRD), Cleiton Xavier (MDB), Osvaldo Lopes (PSD), Sargento Jalyson (PL), Bruno Miranda (PDT) e Wagner Ferreira (PV) se inserem nesse movimento. A avaliação é pragmática: a Assembleia é vista como um caminho mais previsível, com menor risco eleitoral e maior possibilidade de conversão direta da base construída em Belo Horizonte.
Juliano Lopes é o nome mais consolidado desse grupo. Presidente da Câmara, já atua como pré-candidato a deputado estadual, utilizando a visibilidade do cargo e o controle da agenda institucional para ampliar articulações e consolidar trânsito político fora do ambiente municipal. Nos bastidores, a candidatura à ALMG é tratada como decisão tomada.
No plano federal, a movimentação é mais seletiva, mas igualmente estratégica. Irlan Melo (Republicanos) e Bráulio Lara (Novo)........
