Opinião | O espaço de um ano pode conter tragédia ou comédia, e nós sentimos o tempo como uma mercadoria
Coluna semanal do antropólogo Roberto DaMatta com reflexões sobre o Brasil
Coluna semanal do antropólogo Roberto DaMatta com reflexões sobre o Brasil
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Um auspicioso e inédito 2025 começa numa repetida quarta-feira que lembra as cinzas do símbolo maior das nossas ambiguidades: o carnaval, que não termina porque as nossas elites instaladas nos seus palácios e gabinetes “cuidam” para que o Brasil não mude.
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Criamos o tempo, aprisionando-o em segundos, horas, dias, semanas, meses, anos, séculos, milênios e eras. Um englobamento no qual salientamos a semana. No Gênesis, Deus fez o mundo em sete dias para repousar no domingo.
Para a modernidade agnóstica, entretanto, os sete dias concretamente vividos da semana não despertam o mesmo sentimento das anualidades não recorrentes que empacotam 52 semanas e 365........
