Análise | Trump deixa claro ao mundo que quem manda na América Latina é ele
O bombardeio e a ação de captura em Caracas por tropas especiais americanas, seguida da prisão do ditador Nicolás Maduro, são o sinal mais recente de uma tendência que nos últimos anos já vem sendo observada por analistas e jornalistas especializados em política internacional. Estamos em uma nova ordem mundial.
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Há um ponto em comum entre a operação deste sábado, a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, e o ataque israelense ao Irã no ano passado. Elas eram improváveis até bem pouco tempo atrás.
Isso ocorria porque a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética trouxeram uma espécie de pax americana, garantida pelo status de superpotência econômica e militar de Washington, com regras mais ou menos definidas para as relações entre os países.
Ainda que conflitos de menor escala seguissem ocorrendo, sobretudo na periferia do capitalismo, atores paraestatais, como o terrorismo e o narcotráfico, substituíram a ameaça de Estados rivais.
Na economia, a globalização e a revolução tecnológica eram promessa de prosperidade. A China entrara na OMC, a Rússia vendia energia barata para a Europa e a América Latina ascendia graças ao boom das commodities.
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Tudo parecia ir bem, mas por uma série de razões, algumas estruturais e outras conjunturais, o mundo unilateral sonhado pelos EUA nos anos 90 começou a ruir.
As crise de 2008 e a pandemia de 2020 levaram ao super-endividamento dos EUA e das demais........
