Notícia | Crônica: ‘A cem por hora’
Estava com saudades de mim. Nos primeiros três dias de férias, fui no automático. Marquei dois passeios por dia: um logo pela manhã, para no impulso conseguir sair da cama, e outro no final da tarde, para ter certeza de que não emendaria o soninho da tarde noite adentro.
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Foi uma boa técnica. A exaustão estava presente em cada passeio, mas cancelar programas já pagos não faz parte da cultura da minha família — foi uma estratégia segura.
No primeiro dia, percebi minha irritação com o ritmo local. Arranquei sem querer a maçaneta do banheiro com a força do puxão. Vi, na bolsa de praia, o absurdo de levar três protetores solares para o rosto, dois para o corpo e dois para o cabelo. Minha © Estadão
