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A mão de Deus

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20.06.2026

Há precisamente quarenta anos, no Mundial de 1986, Diego Maradona marcou aquele que ficaria para a história como um dos golos mais polémicos de sempre. Com a mão esquerda, num gesto que o árbitro não viu, bateu a Inglaterra e eternizou a expressão “A Mão de Deus”. O episódio é recordado não apenas pela infração, mas pela força da narrativa que o rodeia. Quatro décadas depois, o futebol continua a viver tanto de histórias como de resultados. 

O Campeonato do Mundo, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, é um exemplo perfeito desta realidade. O futebol de alta competição não é apenas um desporto. É uma das maiores indústrias globais do entretenimento, capaz de mobilizar milhares de milhões de pessoas, gerar emoções coletivas à escala planetária e movimentar recursos financeiros de dimensão verdadeiramente astronómica. 

No desporto tout court, o objetivo é triunfar: vencer o adversário, bater recordes e até superar limites pessoais. No futebol de alta competição, porém, ganhar é apenas uma parte da equação – o outro objetivo é construir e valorizar marcas. Afinal,........

© Dinheiro Vivo