ECOS DO NOSSO MUNDO Ecce homo, anjo meu!
Afirmei um dia que “os sonhos nocturnos” são como o vento: mal se sabe donde vêm nem o que pretendem. Mas todos os sonhos são lícitos, se for para avançar, crescer e tornar os outros felizes. Não sendo assim, são fantasia ou frustração”.
E um dia destes, tive um sonho invulgar!
Uma voz (alguém) me chamou e convidou para um passeio.
Não ofereci resistência, fui.
Respondendo várias vezes “sim, já vou”, senti-me a levitar. Subindo, subindo sempre, pude apreciar as torres das cidades, igrejas monumentais, o verde e o loiro da natureza e verifiquei que a paisagem, vista do alto, é um espectáculo sem igual!
Continuando a subir, vi o mar, esse “chão azul” sem igual, bem como os golfinhos a respirar. De seguida, entrei por sobre as nuvens e concluí que me dirigia para oriente, revendo a África, essa estouvada e sedutora terra que hipnotiza até, os que nunca tiveram alma cigana.
Por fim, já bem alto, levitando pelos céus sem fim, alguém, de tapete branco nas mãos, obrigou-me a parar e, segurando-me, disse:
-Vais na direcção do Reino dos Céus. Como te justificas para transpor a Divina Porta?
- Bom, Anjo meu. Não estava nos meus planos encontrar-me contigo tão cedo. Uma vez que assim é e para trás não se pode voltar, muito posso contar e........
