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“Reconhecimento”

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friday

Tive a sorte de nascer num ambiente marcado pelo acesso fácil à cultura, nas suas diversas formas de expressão. Aprendi cedo a conhecer e valorizar o património histórico, a visitar museus e exposições, a conhecer a obra dos grandes compositores. O meu pai tinha uma vasta biblioteca que fui lendo, lendo sempre, complementando com a Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian. No Portugal profundo, bem no interior, num tempo em que a emissão televisiva se ficava por umas, poucas, horas diárias, e não havia redes sociais ou internet, ler intensivamente abriu-me o mundo e fez desaparecer fronteiras. Ainda que o acesso aos jornais, no interior, não fosse fácil nessas décadas remotas de meados do séc. XX, por lá aprendi também a reconhecer a importância da imprensa regional. Lembro o Jornal do Fundão como uma fonte de informação sempre aguardada e mesmo reverenciada. Desde o início da licenciatura, que cumpro o mesmo ritual todos os dias: um café e a leitura do jornal. Talvez sintoma da idade, preciso mesmo de sentir o papel, o cheiro da notícia impressa! Notícias do mundo e do país, sim, mas não chega: são........

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