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“Jogar pelo seguro para evitar...”

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13.01.2026

O planeta continua a rodar sem parar. Bem pelo contrário, nos últimos tempos entrou numa aceleração perigosíssima, uma aceleração promovida e produzida por protagonistas, cívica e moralmente, pouco recomendáveis, mas que detêm o poder das armas para fazer valer os seus interesses. Estamos, pois, num tempo de sobressalto, numa época de permanente inquietação, ou seja, e para ser completamente claro, numa daquelas fases que costuma preceder um enorme temor.
Já não se trata apenas de conflitos armados mais ou menos regionais, embora alguns deles se arrastem indefinidamente com a comunidade internacional a assobiar para o ar, num gritante e quase criminoso alheamento de situações de guerra que provocam milhares de mortes e destruição massiva de países.
Falamos agora de outro nível, isto é, de situações potencialmente geradoras de conflitos insanáveis de grande dimensão, uma vez que envolvem e arrastam blocos de países.
As tensões geopolíticas que há muito se adivinhavam transformaram-se em realidades, pesarosas realidades que nem sequer valorizam direitos fundamentais, como o direito à vida e restantes direitos humanos, nem sequer respeitam o Direito Internacional e a soberania de países terceiros.
A questão de criar uma nova ordem mundial constitui uma tentação permanente de quem pretende alterar a distribuição de poder entre os Estados e blocos internacionais. No fundo, trata-se de definir, com maior ou menor clareza, quem manda no mundo e como serão as regras a implementar. E a chamada doutrina Monroe, criada pelo quinto presidente dos EUA, James Monroe, e que Trump agora referiu para........

© Correio do Minho