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“PDM de Braga: quando a oposição...”

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06.01.2026

A revisão do Plano Diretor Municipal de Braga não se deixou capturar pela tática. Apesar do ruído, das manobras e das tentativas de transformar um instrumento essencial numa arma política, o desfecho foi claro: em sede de reunião de executivo municipal, venceu a liderança que manteve o rumo e o concelho que precisava de decisão.
Nas últimas semanas, a oposição repetiu quase em uníssono o mesmo guião. Falta de rigor. Falta de qualidade. Falta de diálogo. Falta de tempo para analisar. A repetição foi tão sistemática que pareceu querer substituir a discussão por rótulos. Só que um PDM não se derruba com rótulos. E o que a oposição tentou fazer, neste processo, é difícil de desculpar: num tema que condiciona habitação, investimento e previsibilidade, o concelho não pode ser usado para ensaios de tática partidária.

O facto central é simples. Depois de um chumbo, tornou-se evidente que o resultado não foi melhorar o documento. Foi apenas atrasar a cidade e fazer um jogo de forças irresponsável com o Presidente de Câmara. E o desfecho expôs isso com clareza: o plano acabou por seguir em frente, sem que o documento sofresse qualquer alteração. “Nem numa vírgula”, como bem lembrou o Presidente. Se era insuficiente, continuaria insuficiente. Se precisava de mais tempo, esse tempo teria de produzir mudanças. Não produziu. O que mudou foi mesmo o cálculo.
Para quem esteja a entrar agora no assunto, convém dizer o óbvio. Um........

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