“E que tal Montenegro adoptar a...”
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que, além de excessivamente presumido, se impõe pela clara imperícia política, em vez de governar, como lhe compete e para cuja missão foi eleito, com a minoria que os portugueses lhe outorgaram, entreteve-se neste período natalício a debitar umas lições como se fosse um guru da entreajuda, com discursos motivacionais, primeiro na televisiva mensagem de Natal e depois num artigo para o Jornal de Notícias, no primeiro dia do ano, a propósito dos 40 anos da adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, em que não foi capaz de citar por uma única vez o nome do principal mentor dessa iniciativa histórica que colocou Portugal na modernidade, Mário Soares. Por aí se pode ajuizar a probidade mental e política do homem que nos governa, com ideias altas e práticas rasteiras.
Na mensagem à "família portuguesa" o primeiro-ministro, que no ano passado invocou Camões, Vasco da Gama, Sá Carneiro e Soares, como se qualquer destes portugueses ilustres fosse entre si comparável, convoca, desta vez, o exemplo de Cristiano Ronaldo para defender que o país deve "jogar sempre para ganhar".
O discurso até impressiona e comove as mais sensíveis fímbrias dos portugueses de bem, daqueles que não se misturam com o sangue impuro e corrompido dos imigrantes que o maldito Costa deixou entrar neste país de “portas escancaradas”, como se a verdade do presente fosse essa mentira do passado. E não é…
Debitou o seráfico Montenegro, num discurso profundamente gabarolas:
“Ou nos contentamos com esta circunstância em que estamos bem, mas sabemos que se nos mantivermos assim a médio prazo, vamos perder face à evolução dos outros. Ou aproveitamos a situação em que estamos e tratamos já de garantir a nossa própria evolução para continuarmos a crescer mais do que os outros no futuro. É a diferença........
