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“Saúde mental: Uma prioridade que...”

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10.02.2026

Falar de saúde mental deixou de ser, felizmente, um tabu absoluto. Ainda assim, de forma real, nas conversas de café, nas salas de espera dos centros de saúde ou nos corredores das escolas, continua a sentir-se um certo silêncio quando o assunto é a ansiedade, a depressão ou, por exemplo, o sofrimento emocional. Não é por acaso. Durante décadas a doença mental foi associada ao medo, à vergonha e ao isolamento social. Todavia, sabemos nos dias de hoje que essa visão não só é injusta, como pode ser perigosa.
Falando de Enfermagem de forma concreta, e de Enfermagem especializada, no regulamento dos Padrões de Qualidade dos Cuidados Especializados em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica é indicado que a saúde mental é um processo influenciado por fatores individuais, sociais e culturais, não havendo saúde sem saúde mental. Esta afirmação, simples e direta, poderia ajudar a orientar as políticas públicas, as decisões locais e, sobretudo, a forma como cada comunidade olha para os seus cidadãos – no entanto, nem sempre as coisas são assim tão simples ou tão associadas de forma sequencial.
Nas localidades mais pequenas, onde a proximidade entre as pessoas é maior, também o peso do estigma pode ser mais forte. Conhecem-se as histórias, os apelidos ou os episódios difíceis. Por vezes quem sofre pode........

© Correio do Minho