El Niño e o risco da inércia
Os alertas dos principais centros meteorológicos globais não deixam margem para ceticismo: o final deste ano será marcado pelo retorno de um El Niño de forte intensidade. O fenômeno e suas drásticas consequências, contudo, vêm sendo ignorados. Enquanto cientistas projetam anomalias térmicas severas, o debate público e a agenda das autoridades operam num vácuo de conveniência. Mas a inércia atual flerta com a irresponsabilidade fiscal e humanitária.
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Reduzir o El Niño a uma discussão ambiental abstrata e distante do país — afinal, é o aquecimento anormal de águas no Oceano Pacífico, do outro lado do continente — é o primeiro erro estratégico da gestão pública. Num país........
