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Como Rússia e Índia veem a guerra contra o Irã

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15.03.2026

Esta é a Parte 2 de um análise de duas partes. Leiam a Parte 1 aqui.

O Presidente Putin enviou uma mensagem muito cordial ao Aiatolá  Mojtaba Khamenei, cumprimentando-o pessoalmente por sua eleição como Líder Supremo da República Islâmica do Irã.

Palavras são de fato (itálicos meus) importantes:

“Em um momento em que o Irã se confronta com a agressão armada, seus esforços, nessa tão elevada posição, certamente irão exigir grande coragem e dedicação. Estou confiante de que o senhor, de forma digna, dará continuidade ao trabalho de seu pai e unirá o povo iraniano face a essa grande tribulação”. 

Após ressaltar a “agressão” estrangeira e a continuidade do governo, Putin reiterou a parceria estratégica em termos inequívocos: 

“De minha parte, eu gostaria de reafirmar nosso inabalável apoio a Teerã e nossa solidariedade com nossos amigos iranianos. A Rússia vem sendo e continuará a ser um parceiro confiável da República Islâmica”. 

Muda a cena para um desesperado Presidente Trump, ou Neocalígula, telefonando para Putin, basicamente para pedir a ele que interviesse como mediador para convencer  o Irã a aceitar um cessar-fogo. Mas o que ele ouviu foi uma polida listagem de fatos desagradáveis relativos à guerra eletiva lançada pelo Sindicato Epstein contra o Irã. 

Trump está entregando a cabeça de seu enviado favorito, Steve Witkoff,  e também a do pífio Jared Kushner e a do palhaço dos push-ups que  posa de Secretário das Guerras Eternas, como tendo sido eles que o forçaram a bombardear o Irã. Foi Witkoff que afirmou, após o telefonema, que a Rússia declarou não estar transferindo dados de inteligência ao Irã, como confirmado, segundo ele, pelo assessor presidencial para assuntos internacionais  Yuri Ushakov.

Bobagem. Ushakov jamais disse coisa semelhante. Os russos do primeiro escalão político não comentam questões militares relativas a suas parcerias estratégicas com o Irã e com a  China. 

Agora, vamos aos fatos.

Inteligência russa, execução iraniana e nenhuma ameaça militar 

Não é segredo que Moscou tenha compartilhado com Teerã o que pode ser definido como quantidades industriais de inteligência – e dados de combate – coletados na Ucrânia. Grandes quantidades de tecnologia de interferência avançada  e inteligência de satélites que levaram à destruição em série de radares THAAD, radares Patriot e todos os demais tipos de instalações de radar fixas e ultra pesadas  vêm da Rússia e da China. 

Embora filmagens de sistemas S-400 e Krasukha russos conseguindo interceptar mísseis americanos não tenham sido divulgadas e provavelmente nunca venham a ser, o fato é que técnicos russos vêm ajudando as equipes iranianas a ajustar com precisão  a trajetória de drones e mísseis durante o........

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